Le Jazz: um francês bom e barato

A casa apresenta pratos de bistrô em espaço agradável e a preços razoáveis

O pequeno salão: lugar aconchegante para provar receitas saborosas

Projeto de dois amigos, o Le Jazz Brasserie foi aberto no início do mês passado. Quem recebe a clientela é Gil Carvalhosa Leite, formado em hotelaria na Suíça e ex-gerente de restaurantes em hotéis de luxo do exterior. O sócio Chico Ferreira, cozinheiro autodidata e ex-chef do extinto bufê Romã, encarregase dos fogões. Ao som de boa trilha de jazz, desfilam pelo pequeno salão clássicos da cozinha francesa. Além de afinados, têm preços razoáveis. Gastam-se, em média, 50 reais por refeição.
A terrine de campagne (R$ 12,00), uma das sugestões de entrada, leva diferentes peças de carne de porco mais pistache. De sabor marcante, o tutano assado (R$ 10,50) mostra-se untuoso e vem na companhia de torradas. Na lista de pratos principais, o delicioso hachis parmentier (R$ 23,50) assemelhase a um escondidinho. Feito de dois terços de rabo e um terço de músculo bovinos, recebe purê de batata por cima e vai ao forno para gratinar coberto de migalhas de pão, o que lhe confere uma nota crocante. Salada verde e pepino em conserva fazem o papel de guarnição. Servido malpassado, o peito de pato ao molho de vinagre balsâmico chega junto de pera, purê de batata e espinafre (R$ 39,00). As opções salgadas do cardápio incluem ainda quiches e sanduíches.
Para a sobremesa, reserve a torta de pera ao creme de amêndoa (R$ 10,00) ou o clafoutis, uma espécie de torta rústica de cereja e amora (R$ 12,00). Ambos são escoltados por sorvete de baunilha elaborado na casa. Os rótulos incluídos na carta de vinhos estão a preços atraentes, caso do francês tinto Château Bel Air 2007 (R$ 65,00). O Le Jazz oferece água filtrada em jarrinhas e não cobra por ela, atitude muito simpática e rara entre os restaurantes da cidade.

Le Jazz Brasserie. Rua dos Pinheiros, 254, Pinheiros, ☎ 2359-8141 (38 lugares). 12h/15h30 e 20h/0h (sáb. almoço 13h/17h; dom. só almoço 13h/17h; fecha seg.). Cc: todos. Cd: todos. Estac. c/manobr. (R$ 10,00). Couvert: R$ 4,50. www.lejazz.com.br Aberto em 2009.

BottaGallo transforma pratos tradicionais em petiscos

Pequenas porções para dividir e ambiente com mobiliário de madeira dão o clima no novo bar e restaurante no Itaim Bibi

Era natural a expectativa em torno da casa. Afinal, ela foi concebida por dois cachorros grandes na criação de endereços de sucesso na cidade. De um lado, a turma da Companhia Tradicional de Comércio (do Original, Pirajá, Astor, SubAstor, pizzaria Bráz…); do outro, o empresário Ipe Moraes, dono da Adega Santiago e do Espírito Santo. Inaugurado no dia 12 de janeiro, o BottaGallo correspondeu. Já na segunda noite de funcionamento, era de quarenta minutos a espera por uma mesa. O acolhedor salão para 100 pessoas lembra o do Adega Santiago. Não por acaso. Foi projetado pelo mesmo arquiteto, Carlos Motta, que assina também o belo mobiliário de madeira de demolição.

Mix de bar e restaurante, o BottaGallo parte de uma ideia inovadora. Oferece receitas italianas na forma de tapas (pequenas porções para partilhar), que ganharam ali o nome de botta. Uma delas chama-se plin (R$ 14,00), um delicado agnellotti — versão piemontesa do ravióli — servido sem molho e envolto em guardanapo. Outra boa pedida, as scarpettas foram criadas com base no hábito italiano de limpar o molho do prato com pão. São nove sugestões em tigelinhas, caso do discretamente picante sugo com calabresa (R$ 18,00). Atente também para o nhoque dourado em azeite incrementado por ricota, cubos de tomate e rúcula (R$ 13,00) e o cozido de feijão-branco com linguiça de javali (R$ 11,00), ambos saborosos.

Pode incomodar o serviço, artificialmente atencioso. A opção de só incluir vinhos da Itália na carta de 130 rótulos resultou em poucos exemplares abaixo de R$ 80,00, caso do tinto siciliano Masseria Trajone Nero d’Avola 2007 (R$ 78,00). Por outro lado, o chope (Brahma, R$ 5,10) segue o padrão de qualidade das casas-irmãs e há drinques equilibrados, a exemplo do venezia carnevale (R$ 21,00), combinação de prosecco, brandy, licor de maracujá com camomila e purê de pera.

  • Categoria: Bares
  • Especialidade: Variados
  • Endereço: Rua Jesuíno Arruda, 520
  • Bairro: Itaim Bibi
  • Telefone: (11) 3078-2858
  • Site oficial: www.bottagallo.com.br
  • Dim Sum

    Em sua versão cozida ao vapor, o petisco contém poucas calorias e serve como alternativa aos pratos repletos de alface e afins. O dim sum consiste numa espécie de pastel chinês. Coadjuvante em alguns restaurantes, ganha status de astro no cardápio do Ping Pong, no Itaim. A casa, filial de uma rede londrina, serve os quitutes com recheios de frutos do mar e vegetais. Ricardo Rinkevicius, um dos sócios, garante que a refeição completa, com salada, nove pasteizinhos e pudim de manga, totaliza 480 calorias.

    Ping Pong
    Rua Lopes Neto, 15, Itaim Bibi, Tel.: (11) 3078-5808
    Especialidade: Asiático
    www.pingpongdimsum.com.br

    Brunch do Club A

    Menos formal que nas noites de balada, o recém-inaugurado Club A torna-se o point da hora para quem quer ver e ser visto aos domingos. É o dia em que, a pedido do sócio Amir Slama, colunáveis e famosos montam listas de convidados para reuniões à beira da bela piscina de 300 metros quadrados. Tudo regado por champanhe francês, ao som de DJs e, em ocasiões especiais, shows como o de Preta Gil, que abriu a temporada. Atualmente em recesso de fim de ano, o rega-bofe tem retorno prometido para 17 de janeiro. O gasto médio é de 150 reais.

    Très Délicieux!

    Le Marais Bistro

    Sócios do prestigiado restaurante italiano Due Cuochi Cucina inauguram o Le Marais Bistrot, no Itaim. Com um cardápio tradicionalmente francês, e ambiente inspirado nos bistrôs parisienses, o novo restaurante já é um hot spot para quem procura ótima comida em São Paulo.

    O cardápio é recheado de clássicos franceses, para que a o cliente se sinta em um charmoso bistrô em Paris: Steak Tartare à moda do chef, Crevetter rôties, sauce à l’orange, tagliatelles au gingembre (Camarões assados ao molho de laranja com tagliatelle ao gengibre, e crocante de alho poró), ou Carré d’agneau, sauce rôti (Costeletas de cordeiro grelhadas, ao molho do assado). O cardápio de sobremesas tipicamente francesas merece destaque: degustação de sobremesas, onde podem provar todas as deliciosas opções, ou optar por clássicos como Mille-feuilles vanille (mil folhas de baunilha).

    Rua Jerônimo da Veiga, 30, Itaim Bibi, São Paulo, SP
    Tel.: 11. 3071 2873 / 3071 4635
    Horário de funcionamento: de segunda a sexta para almoço e jantar, das 12h às 15h e das 19h30 às 0h. Sábado das 12h às 16h e das 19h30 às 01h e domingo apenas para almoço, das 12h às 17h.

    Cheers !!

    “A meal without wine is like a day without sunshine.”
    (Italian Proverb)

    Cheers

    Bolinho de Arroz (Ritz – SP)

    Bolinho de Arroz - RitzO bolinho de arroz do Ritz se transformou em um dos clássicos de São Paulo.
    É praticamente impossível ir ao bar-restaurante e não deparar com alguém saboreando-o. Ninguém resiste !!
    Entre as características do quitute está sua aparência caseira. “Eles são moldados com as mãos, por isso o formato desigual”, conta Lygia Lopes, sócia e uma das criadoras do cardápio. Para garantir o frescor, a massa deve ser preparada e frita na hora. Nela, utiliza-se farinha de rosca (e não de trigo), um segredo que deixa o quitute mais úmido e crocante.

    Ingredientes

    4 xícaras de arroz bem cozido
    4 ovos
    1/4 de xícara de farinha de rosca
    1 xícara de queijo parmesão ralado
    1/2 colher (chá) de fermento em pó
    1/2 xícara de salsinha picada
    1/2 xícara de cebolinha picada
    1/2 colher (chá) de sal
    1/4 de colher (chá) de pimenta-do-reino
    1 l de óleo (ou mais, se necessário, para fritar)

    Modo de preparar

    Coloque numa tigela o arroz, os ovos, a farinha de rosca, o queijo, o fermento, a salsinha e a cebolinha. Tempere com o sal e a pimenta-do-reino. Misture bem. Numa frigideira funda, aqueça o óleo e doure os bolinhos, que devem ser moldados na mão, um a um. Retire com escumadeira, escorra bem e sirva em seguida. Ao lado do cheeseburger, o bolinho de arroz se transformou em um clássico do Ritz. É praticamente impossível ir ao bar-restaurante e não deparar com alguém saboreando-o. Nem as modelos, habituées ali, resistem. Entre as características do quitute está sua aparência caseira. “Eles são moldados com as mãos, por isso o formato desigual”, conta Lygia Lopes, sócia e uma das criadoras do cardápio. Para garantir o frescor, a massa deve ser preparada e frita na hora. Nela, utiliza-se farinha de rosca (e não de trigo), um segredo que deixa o quitute mais úmido e crocante.