Hot, Hot

Nova investida da empresária Flávia Ceccato (ex-Lov.e), a balada caiu no gosto dos modernos. Se continuar bombando como nos últimos tempos, será forte candidata a boate mais bacana do verão. Ocupa o térreo e o subsolo de um casarão que estava abandonado havia mais de uma década. Reformado, ganhou decoração kitsch e sistema de som de primeira.

Hot, Hot
Rua Santo Antônio, 570, Bela Vista, Tel. (11) 2985-8685
Especialidade: Eletrônica
www.hothotsite.com.br

Grafite

De Dentro Para Fora / De Fora Para Dentro

O vernissage da exposição De Dentro para Fora/De Fora para Dentro, em novembro, atraiu 1 900 pessoas ao Masp — 500 a mais que a abertura de Vik Muniz, campeão anterior deste ano. Com trabalhos de seis artistas (como Titi Freak, ao lado), a mostra chamou atenção por levar a um espaço nobre uma forma de criação até então marginal: o grafite. Esse reconhecimento, aliado ao sucesso de nomes como osgemeos, aumentou ainda mais o prestígio ascendente da arte de rua. A exposição fica em cartaz até 5 de fevereiro. Ao final, os painéis serão apagados.

Fazer a Geisy

Nascida e divulgada via Twitter, vai ser a gíria dos próximos meses. Significa usar roupas curtíssimas, a exemplo do microvestido que alçou à fama a universitária Geisy Arruda. Ela foi agredida na faculdade em que estudava ao circular com a peça, em outubro passado. Como usar numa frase: “Minha irmã fez a geisy com aquela saia”. A moça aparece em outros termos, como o “rosa-geisy”, cor do modelito que a catapultou ao estrelato (passageiro, espera-se).

Ecologicamente correto

A última edição da Casa Cor premiou o projeto mais sustentável. Foi uma das muitas confirmações de que a preocupação com o meio ambiente chegou à decoração para ficar, o que marca também a estação mais quente do ano. “Hoje as pessoas encaram meu trabalho com muito mais empolgação”, conta o designer Hugo França, um dos pioneiros na confecção de móveis ecologicamente corretos. Ele aproveita troncos de árvores condenadas ou caídas naturalmente e, a partir do formato original deles, cria esculturas que viram peça única. Por serem exclusivas, elas custam caro — uma gamela sai por 1 500 reais e um banco como o da imagem acima, até 50 000 reais.

Dim Sum

Em sua versão cozida ao vapor, o petisco contém poucas calorias e serve como alternativa aos pratos repletos de alface e afins. O dim sum consiste numa espécie de pastel chinês. Coadjuvante em alguns restaurantes, ganha status de astro no cardápio do Ping Pong, no Itaim. A casa, filial de uma rede londrina, serve os quitutes com recheios de frutos do mar e vegetais. Ricardo Rinkevicius, um dos sócios, garante que a refeição completa, com salada, nove pasteizinhos e pudim de manga, totaliza 480 calorias.

Ping Pong
Rua Lopes Neto, 15, Itaim Bibi, Tel.: (11) 3078-5808
Especialidade: Asiático
www.pingpongdimsum.com.br

Clarice

Quando foi lançada nos Estados Unidos, em agosto, a biografia de Clarice Lispector (o nome em português deve ser lido como “Clarice vírgula”) fez a escritora ser comparada a nomes da literatura internacional como James Joyce e Franz Kafka. O autor, Benjamin Moser, percorreu todos os lugares por onde a família Lispector passou — da Ucrânia natal ao Rio de Janeiro. Por aqui, o volume fez aumentar o interesse pela obra de Clarice, uma escritora nem sempre fácil de ler, mas que há muito virou cult. “Cresceu a procura por títulos como A Hora da Estrela”, conta Pedro Herz, dono da Livraria Cultura.

Brunch do Club A

Menos formal que nas noites de balada, o recém-inaugurado Club A torna-se o point da hora para quem quer ver e ser visto aos domingos. É o dia em que, a pedido do sócio Amir Slama, colunáveis e famosos montam listas de convidados para reuniões à beira da bela piscina de 300 metros quadrados. Tudo regado por champanhe francês, ao som de DJs e, em ocasiões especiais, shows como o de Preta Gil, que abriu a temporada. Atualmente em recesso de fim de ano, o rega-bofe tem retorno prometido para 17 de janeiro. O gasto médio é de 150 reais.

Alpínia

Por combinar duas macrotendências — cores fortes e preços baixos —, essa flor tropical chega ao verão com status de queridinha. Oferecida em dois tons de rosa, um discreto e outro intenso, cada unidade custa em média 3 reais. As hastes de espécies brasileiras têm comprimento médio de 20 centímetros, o que permite criar arranjos bem chamativos e impressionar sem gastar demais. “Para decorar a casa, aposte num belo vaso de vidro transparente”, sugere o florista Vic Meirelles.

De A a Z, os hits do verão 2010

Tão logo a temperatura começa a subir, pipocam novas manias e modismos. Do livro do momento à balada concorrida, passando por itens essenciais nesta época do ano, como biquínis e óculos escuros, VEJA São Paulo indica as apostas de sucesso entre os paulistanos neste verão. A lista reúne reúne pessoas, produtos, points e hábitos que têm potencial para cair no gosto dos paulistanos na estação.

Posts adicionais trarão informações adicionais sobre alguns destes itens.

  • Alpínia
  • Brunch do Club A
  • Clarice
  • Dim Sum
  • Ecologicamente correto
  • Fazer a Geisy
  • Grafite
  • Hot, Hot
  • iBag
  • Jeans
  • Kiwi
  • Laranja, limão e tons cítricos
  • Maria Gadú
  • Nine
  • Óculos de sol coloridos
  • Pepino nos drinques
  • Queijo da Serra da Canastra
  • Repicado
  • Smart Car
  • Tomara que caia
  • Usufruto
  • Vai-Vai
  • Wall Street Bar
  • Xadrez Vichy
  • Yogurberry
  • Zzzzzzz

Festas e ressacas

Não há caminho sem pedras, nem vida sem obstáculos. Não há subida sem cansaço ou suor. Não existe amor sem desencanto ou alegria que não se acabe. Não há ano, homem, mulher, gay, lésbica, casamento, família, trabalho nem história perfeitos. Defeitos existem em toda parte.

Até aí, nada de novo. Todos sabem que tudo falha vez ou outra: a máquina de lavar, o celular, o computador, o sistema que fica fora do ar ou um cano que vaza e molha onde não deveria molhar. A sorte é que esse tipo de defeito pode ser solucionado por uma assistência técnica especializada.

Mas quem nos conserta? Que assistência é capaz de dar um trato no esquema viciado de um cotidiano que não dá mais para o gasto? Que firma de dedetização pode limpar a área e arejar os cômodos para que comecemos um ano desinfetado? Pois é: quando a gente dá defeito, a coisa complica.

E, para piorar, por um capricho dos tempos, parece que estamos cada vez mais incapazes de tolerar, suportar ou viver com defeitos, sejam os nossos ou os alheios. Por quê? Talvez seja culpa de décadas de tecnologia descartável que nos ensinaram a trocar peças obsoletas. Sem notar, nos acostumamos a substituir e comprar novos aparelhos em vez de consertar os que possuímos.

O problema é que não podemos comprar outra consciência, outro fígado ou outras vontades para substituir os que temos. O jeito, então, é ir emendando. Assim, não espere um ano novo sem defeitos. Mas torça para estar em boa companhia.


Vange Leonel (Revista da Folha – 20/12/2009)

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