Danuza Leão lança livro de crônicas e dicas de viagem

De Malas Prontas

Danuza Leão lança livro de crônicas e dicas de viagem

da Folha de S.Paulo

Danuza Leão, moradora do Rio, não costuma passar mais do que dois dias em São Paulo a cada vez que vem à cidade, em geral a trabalho. Quebrou a regra neste ano, quando enfrentou a ponte aérea para fazer turismo, e descobriu: sem trânsito, com restaurantes mais vazios, “São Paulo na Semana Santa é o paraíso”.

O relato está em “De Malas Prontas”, que a colunista da Folha lança hoje na cidade, na unidade da Livraria da Vila dos Jardins. Misto de crônicas de viagem com dicas de turismo, o livro narra as experiências de Danuza também em Buenos Aires, Londres e Berlim –assim como ela já havia feito em 2008, em “Fazendo as Malas”, ao falar sobre Paris, Sevilha, Lisboa e Roma.

É claro que não se pode esperar de Danuza nada do que se leria em um guia comum. Ao chegar a São Paulo, ela descreve a peregrinação por hotéis até encontrar o que mais lhe apetece –incluindo uma passagem pelo Emiliano, onde a opção de regular a temperatura da tábua do vaso sanitário a deixa preocupada em sair “toda queimada, sem poder sentar durante meses”, e uma fuga do Unique, “tão moderninho, as pessoas tão jovens, a música tão modernamente insuportável” que a faz ficar “com medo de que um vampiro ou um morcego” a ataque.

Seus passeios também a levam do luxo do shopping Cidade Jardim às lojas populares, apinhadas de gente, da rua 25 de Março. “Tenho cabeça de rico de um lado e cabeça de pobre de outro. Gosto de programas chiques e outros bem modestos. O que me chateia é programa “médio”, sabe?”

Vida noturna

Danuza compara a noite paulistana com a agitada vida noturna de Berlim (“Não há nada mais parecido”). Acha as baladas berlinenses “uma coisa alucinante”, mas discorda, do seu jeito, de quem tem adoração pela cidade alemã. “Ok, é interessante, mas uma vez na vida chega.” Interessa-se mais por detalhes culturais que por pontos turísticos badalados.

Em Buenos Aires, por exemplo, fica mais impressionada com a “elegância de cair o queixo” dos homens que com os restaurantes de Puerto Madero. O lugar, ela escreve, é uma “coisa sem muita graça, para turistas não muito exigentes”.

E não se importa com a ideia de que algumas opiniões possam atiçar ânimos mais tradicionais. “Sou honesta em relação ao que gosto e ao que não gosto. O livro não é um guia. É a minha São Paulo, a minha Buenos Aires, a minha Londres”, resume Danuza.

DE MALAS PRONTAS
Autora:
Danuza Leão
Editora: Companhia das Letras
Quanto: R$ 38 (208 págs.)
Lançamento: hoje, às 19h, na Livraria da Vila (al. Lorena, 1.731, Jardins, tel. 0/xx/11/3062-1063)

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